Uma Gestão Pública
Internacional é de extrema importância para qualquer país no mundo, mas,
sobretudo, ao Brasil, então, por onde devíamos começar?
Começo este artigo, citando o último
texto que escrevi, do qual tratava sobre os impactos das intempestivas e
inoportunas decisões de nosso presidente, (https://liderancapublica.blogspot.com/2019/10/gestao-publica-alias-gestao-isso-existe.html)
uma delas a sua “emergência capilar” devido ao cancelamento de uma reunião, no
último instante, com o Ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le
Drian, entre outros temas. Este é um fato que deixa nosso país demasiadamente
mal visto no exterior, principalmente pelo que se sucedeu pós-cancelamento do
compromisso. Para uma nação a qual quer ter (e manter) relações com os país,
especialmente que façam parte de G8 (Grupo dos 08 países mais ricos do mundo,
composto por Japão, Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Rússia – que está
suspensa – Canadá e Estados Unidos) e tentar fazer parte do G8, até porque
temos recursos e condições para isso, não podemos nos dar ao “luxo” de cancelar
uma reunião com um dos integrantes para cortar o cabelo.
Deixando de lado as questões
capilares, foi anunciado no dia 31 de agosto pelo presidente norte americano
Donald Trump, que o Brasil passa a compor, como aliado prioritário extra-OTAN,
que é a Organização do Tratado do Atlântico Norte. Qual a importância deste
fato? Qual a prioridade de fato?
Primeiramente, o que é a OTAN? A
OTAN foi criada no fim da década de 1940, liderada pelos Estados Unidos, unindo
países ocidentais europeus com o intuito de coibir o avanço do bloco socialista
oriental (tanto europeu quanto asiático) liderado pela ex-URSS (União das
Repúblicas Socialistas Soviéticas), entretanto no início da década de 1990, com
a derrocada do bloco socialista e a dissolução da União Soviética, a OTAN
ganhou força (e aliados), inclusive até por países que compunham o bloco
socialista.
Agora, respondendo aos
questionamentos, a importância deste fato ao Brasil é muito relevante, pois, um
aliado prioritário extra-OTAN tem alguns privilégios tais como a aquisição
preferencial de tecnologias militares dos Estados Unidos, na América do Sul,
somente a Argentina fazia parte deste seleto grupo, o Brasil passa a ter
prioridade junto aos Estados Unidos para realizar treinamentos realizados por
suas Forças Armadas e pode ter direito a participar de leilões organizados pelo
Pentágono para compra de produtos militares. Contudo, qual a prioridade disto
para nosso país? Estamos em guerra? Pretende-se adentrar em uma? Estamos sob
ameaça? Acredito que nenhuma das alternativas anteriores. Entendo que todo país
precisa que suas Forças Armadas sejam devidamente treinadas, preparadas e
claro, bem equipadas, mas na atual conjuntura, no atual cenário que vivemos, é
realmente necessário? Ao invés de, eventualmente, se investir em equipamentos
militares, não seria melhor investir em Saúde? Educação? Emprego?
Até a próxima!

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