terça-feira, 8 de outubro de 2019

Gestão Pública (aliás, Gestão) isso existe na esfera Federal?


Estamos à beira do colapso político? Nosso país não tem mais comando? Até acordos já firmados, tanto na política interna como no exterior, estão ameaçados devido aos “arroubos presidenciais”.

Há alguns dias atrás, até comecei a acreditar que em nosso país haveria alguma possibilidade de se iniciar uma fase de crescimento econômico através da aprovação na Câmara Federal da Reforma da Previdência, mesmo que eu não concorde com seus termos, conforme apresento no artigo “Economia na Gestão Pública, a reinvenção da roda?” (https://liderancapublica.blogspot.com/2019/10/gestao-publica-alias-gestao-isso-existe.html). Contudo, infelizmente, após decisões e declarações do Presidente Jair Bolsonaro, foi fugaz demais minha esperança.
Explicarei minha decepção, nada obstante, mais uma dentre as diversas em apenas pouco mais de seis meses da nova administração federal. Quem lê e acompanha os artigos por mim escritos, pode comprovar que meu intuito é sempre manter-me isento, pois não estou aqui com objetivos políticos ou partidários, para demonizar ou santificar um ou outro, mas sim para falar sobre Gestão Pública, seus meandres, funcionamentos e funcionalidades, aplicabilidades e utilidades, entre outros (conforme pode ser verificado em outros artigos como, por exemplo, na Série Tipos de Gestão https://liderancapublica.blogspot.com/2019/10/serie-tipos-de-gestao-de-publica-art-iv.html), torço para que a máquina pública funcione, apresente resultados satisfatórios para nosso país, afinal, independente de quem levará “os louros desta flâmula”, o que importa é que o Brasil cresça, se desenvolva, ocupe uma posição de destaque mundial e que toda sua população o acompanhe, acenda junto. Agora, há de convir, após as declarações do Presidente da República relativo ao pai do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), onde até os militares, aliados do presidente e o serviço de comunicação do governo foram pegos de surpresa, segundo notícia publicada pelo site UOL (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/07/surpresos-aliados-e-militares-tentam-identificar-foco-de-acoes-intempestivas-de-bolsonaro.shtml) quem dirá a população brasileira e, principalmente, os familiares de pessoas desaparecidas à época da ditadura militar, lamentável. Ainda houve a questão que, dois dias antes desta declaração infame, o presidente cancelou uma reunião, minutos antes de acontecer, alegando problemas de agenda, com o Ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, a qual trataria de assuntos relativos a questão do Meio Ambiente, mas poucos minutos depois, o presidente aparece fazendo uma live (uma transmissão ao vivo) onde está cortando o cabelo, ou seja, além de não ser de bom tom o cancelamento da reunião, a França, estrategicamente, terá um papel fundamental junto ao Brasil na comunidade europeia, pois foi um dos países, junto com a Alemanha de Angela Merkel não muito favorável ao acordo firmado entre Mercosul e União Europeia, imaginem agora após o cancelamento desta reunião e as declarações realizadas...
Outro ponto surpreendente sobre nosso governo federal, - por isso questiono se há governo, se há gestão – foi anunciado mais um contingenciamento no orçamento, R$ 1,44 bilhão e, admiravelmente, além do fato do Ministério da Economia não conseguir desempenhar sua atividade básica, a grosso modo, fazer contas, pois precisou revisar os cálculos, deste valor citado, foram bloqueados (com a desculpa) de cumprir a meta fiscal de 2019, quase R$ 350 milhões da pasta da Educação, já não bastasse os R$ 5,8 bilhões contingenciados anteriormente. As áreas afetadas foram bolsas de estudo do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), concessão de bolsas de estudo da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Praticamente o Brasil não tem problemas nas áreas de Educação e Emprego, vivemos no país perfeito, na ilha da fantasia, então cortar verba destes setores, o que pode afetar? De acordo com o Governo Federal, acredito que nada, mas e as falácias presidenciais, o que ocasiona ao país? Infelizmente, nos tornaremos um país inócuo, tênue, por isso relembro, como diria Renato Russo, “Que País é Esse?”.
Até a próxima!

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