Estamos à beira do colapso
político? Nosso país não tem mais comando? Até acordos já firmados, tanto na
política interna como no exterior, estão ameaçados devido aos “arroubos
presidenciais”.
Há alguns dias atrás, até comecei a
acreditar que em nosso país haveria alguma possibilidade de se iniciar uma fase
de crescimento econômico através da aprovação na Câmara Federal da Reforma da
Previdência, mesmo que eu não concorde com seus termos, conforme apresento no
artigo “Economia na Gestão Pública, a reinvenção da roda?” (https://liderancapublica.blogspot.com/2019/10/gestao-publica-alias-gestao-isso-existe.html).
Contudo, infelizmente, após decisões e declarações do Presidente Jair
Bolsonaro, foi fugaz demais minha esperança.
Explicarei minha decepção, nada
obstante, mais uma dentre as diversas em apenas pouco mais de seis meses da
nova administração federal. Quem lê e acompanha os artigos por mim escritos,
pode comprovar que meu intuito é sempre manter-me isento, pois não estou aqui
com objetivos políticos ou partidários, para demonizar ou santificar um ou
outro, mas sim para falar sobre Gestão Pública, seus meandres, funcionamentos e
funcionalidades, aplicabilidades e utilidades, entre outros (conforme pode ser
verificado em outros artigos como, por exemplo, na Série Tipos de Gestão https://liderancapublica.blogspot.com/2019/10/serie-tipos-de-gestao-de-publica-art-iv.html),
torço para que a máquina pública funcione, apresente resultados satisfatórios
para nosso país, afinal, independente de quem levará “os louros desta flâmula”,
o que importa é que o Brasil cresça, se desenvolva, ocupe uma posição de
destaque mundial e que toda sua população o acompanhe, acenda junto. Agora, há
de convir, após as declarações do Presidente da República relativo ao pai do
presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), onde até os militares,
aliados do presidente e o serviço de comunicação do governo foram pegos de
surpresa, segundo notícia publicada pelo site UOL (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/07/surpresos-aliados-e-militares-tentam-identificar-foco-de-acoes-intempestivas-de-bolsonaro.shtml)
quem dirá a população brasileira e, principalmente, os familiares de pessoas
desaparecidas à época da ditadura militar, lamentável. Ainda houve a questão
que, dois dias antes desta declaração infame, o presidente cancelou uma reunião,
minutos antes de acontecer, alegando problemas de agenda, com o Ministro das
Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, a qual trataria de assuntos
relativos a questão do Meio Ambiente, mas poucos minutos depois, o presidente aparece
fazendo uma live (uma transmissão ao vivo) onde está cortando o cabelo, ou
seja, além de não ser de bom tom o cancelamento da reunião, a França,
estrategicamente, terá um papel fundamental junto ao Brasil na comunidade europeia,
pois foi um dos países, junto com a Alemanha de Angela Merkel não muito
favorável ao acordo firmado entre Mercosul e União Europeia, imaginem agora
após o cancelamento desta reunião e as declarações realizadas...
Outro ponto surpreendente sobre nosso
governo federal, - por isso questiono se há governo, se há gestão – foi
anunciado mais um contingenciamento no orçamento, R$ 1,44 bilhão e,
admiravelmente, além do fato do Ministério da Economia não conseguir
desempenhar sua atividade básica, a grosso modo, fazer contas, pois precisou
revisar os cálculos, deste valor citado, foram bloqueados (com a desculpa) de
cumprir a meta fiscal de 2019, quase R$ 350 milhões da pasta da Educação, já
não bastasse os R$ 5,8 bilhões contingenciados anteriormente. As áreas afetadas
foram bolsas de estudo do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico), concessão de bolsas de estudo da CAPES (Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o PRONATEC (Programa Nacional
de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Praticamente o Brasil não tem problemas
nas áreas de Educação e Emprego, vivemos no país perfeito, na ilha da fantasia,
então cortar verba destes setores, o que pode afetar? De acordo com o Governo
Federal, acredito que nada, mas e as falácias presidenciais, o que ocasiona ao
país? Infelizmente, nos tornaremos um país inócuo, tênue, por isso relembro,
como diria Renato Russo, “Que País é Esse?”.
Até a próxima!
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