Porque para resolver os problemas da economia em nosso país
e acabar com a desconfiança e flutuação de investimentos no cenário nacional
(dólar, euro, ações, etc), nossos gestores públicos querem “reinventar a roda”?
Atualmente, nosso país está
enfrentando uma onda de desconfiança mundial devido a nossa economia, fato este
pela ainda não votação da proposta da Reforma Previdência que busca,
primordialmente, reduzir o déficit da Previdência Nacional.
Esta onda de desconfiança acontece
principalmente porque demonstra que o governo federal não tem força (ou quórum)
suficiente para “passar” tal proposta pela Câmara dos Deputados e pelo Senado
Federal. Simples assim? Claro que não. Detalhando, mas se estendendo demais, aconteceram
muitas questões neste início de mandato do novo governo federal tais como
diversas promessas realizadas por este novo governo, discussões com membros do
legislativo, episódios de desencontros de informações, demissões de ministros,
enfim, diversas situações que acabam gerando esta desconfiança, não somente no
cenário interno, mas, principalmente, no exterior.
Ademais, sabendo destas questões que
podem atrapalhar ou criar entraves em qualquer proposta/projeto, ainda mais
desta magnitude como é a Reforma da Previdência, seus autores querem
“reinventar a roda” ou, como diria Humberto Gessinger¹, “Variações sobre um
mesmo tema”. Vamos exemplificar. Atualmente, no setor privado, por exemplo, a
contribuição ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) funciona da
seguinte maneira:
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Tabela para Empregado,
Empregado Doméstico e Trabalhador Avulso 2019
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Salário de Contribuição (R$)
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Alíquota
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Até R$ 1.751,81
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8%
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De R$ 1.751,82 a R$ 2.919,72
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9%
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De R$ 2.919,73 até R$ 5.839,45
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11%
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Fonte:
www.inss.gov.br
Quando se calcula a porcentagem, o
desconto não pode ultrapassar o teto de contribuição atual que é de R$ 642,34.
Como exemplo, vamos efetuar dois cálculos, um trabalhador com salário de R$
1.500,00 que, segundo a tabela terá um desconto de 8%, que representará R$
120,00. No segundo caso, um trabalhador com um salário de R$ 15.000,00, onde a
porcentagem será de 11% que seria R$ 1.650,00, entretanto como não pode
ultrapassar o teto máximo de desconto estipulado, o desconto será de R$ 642,34,
ou seja, a alíquota será no cálculo final, de 4,28%. Melhor detalhando, uma
pessoa com salário de R$ 1.500,00 por mês, proporcionalmente, tem uma
contribuição maior que outro com salário de R$ 15.000,00. Tudo isso no formato
atual.
Na nova proposta de Reforma da
Previdência, a tabela tem alteração, inclusive no último dia 19/04, o
presidente da República, através da sua conta do Twitter, anunciou o lançamento
da Calculadora da Previdência comparando o formato atual com a nova proposta da
previdência (https://www.servicos.gov.br/calculadora/calcular/aliquota)
com a nova tabela proposta, conforme abaixo:
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Tabela para Empregado,
Empregado Doméstico e Trabalhador Avulso
(Nova Proposta da Reforma da
Previdência)
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Salário de Contribuição (R$)
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Alíquota
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Até 01 salário mínimo (R$ 998,00)
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7,5%
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De R$ 998,01 a R$ 2.000,00
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9%
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De R$ 2.000,01 a R$ 3.000,00
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12%
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De R$ 3.000,01 até R$ 5.839,45
|
14%
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Fonte:
www.inss.gov.br
Nesta nova situação, o teto de
contribuição passa a ser de R$ 682,55. Utilizando o mesmo exemplo anterior, o
trabalhador com remuneração de R$ 1.500,00 passaria a pagar R$ 135,00, aumento
de 11,1% na sua contribuição mensal, enquanto que um trabalhador com salário
mensal de R$ 15.000,00 passaria a pagar R$ 682,55, que seria o novo teto
máximo, ou seja, aumento de 5,9% (calculando sem considerarmos o teto máximo, o
desconto seria de R$ 2.100,00, aumento de 21,4%). Por isso, o tema deste
artigo, pois, na minha humilde opinião, a solução, pelo menos pra mim, me
parece tão óbvia... Acaba-se com o teto máximo, mantém a atual tabela e, com
certeza, a arrecadação subirá e será mais justa, pois quem ganha mais paga
mais, simples assim, ou seja, porque sempre querem “reinventar a roda”?
Até a próxima!
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