Não é preciso que muita coisa ocorra no mundo para que a (frágil) economia brasileira seja afetada. O Brasil, infelizmente, carece de políticas públicas mais efetivas, planejamento econômico com uma visão voltada para o futuro e, claro, profissionais com conhecimento e experiência nas áreas as quais são alocados e não simplesmente pelo fato de estar ligado a um partido político, ou pior, ser “amigo” de algum governante.
O conflito que está havendo entre Rússia e Ucrânia, afetará o mundo inteiro, entretanto o Brasil, poderá sofrer (e com certeza vai!) alguns danos significativos. Neste artigo, citaremos pontos cruciais para nossa economia que padecerão de prejuízos quase que catastróficos devido a dependência do mercado russo e ucraniano.
Agricultura
Os russos são os maiores fabricantes de fertilizantes do mundo. O Brasil importa 80% do seu consumo da Rússia e, quando falamos em fertilizantes que contém potássio, a dependência do Brasil em relação a importação da Rússia, chega quase a 100%. A ministra da agricultura, Tereza Cristina, diz que pode verificar a possibilidade de importar este insumo de outros países. Como citei no início deste artigo, devido a falta de profissionais conhecedores da sua área de atuação, com experiência, a ministra cita que “pode verificar?” O Ministério da Agricultura já deveria, desde o início do conflito, já deveria estar verificando novos parceiros, até para que haja uma melhor negociação de compra. Como ainda vão fazer isso, não tenha dúvida, os valores serão exorbitantes!
Outro ponto no setor agrícola brasileiro são os grãos. Está ocorrendo uma disparada dos valores na bolsa de Chicago, nos Estados Unidos (bolsa de valores que estão concentradas as Commodities mundiais). A Rússia é o maior exportador de trigo do mundo. A Ucrânia é o 3º maior exportador deste grão. Juntos, estes dois países, respondem por um terço da produção mundial, ou seja, os reflexos em nossa economia (e no mundo também) será desastroso. Como uma política econômica mais efetiva e bem planejada faria toda a diferença em nosso país. Falo isso porque o Brasil é o maior exportador de produtos agrícolas do mundo, contudo depende em 80% dos fertilizantes russos, que controvérsia.
No caso de outros produtos como soja e milho, onde o Brasil é um dos maiores exportadores do mundo, poderíamos até “comemorar” as altas de preços, pois nosso país, com certeza, se beneficiará, entretanto os maiores compradores destes grãos são a Rússia, Ucrânia e Belarus (ou Bielo-Rússia), infeliz coincidência, e nem estamos citando outros produtos como amendoim e carne bovina!
Petróleo
Desde 2016, o Brasil passou a seguir o PPI (preço de paridade de importação) segundo o qual os preços de derivados de petróleo nas refinarias são formados a partir das cotações no mercado internacional, acrescidas de custos de internação dos produtos. Antes do início do conflito, o preço do barril de petróleo tipo Brent estava cotado em torno de U$ 95. Esta semana (mais precisamente o fechamento do dia 02/03/2022), a cotação deste barril tipo Brent, fechou cotado a mais de U$ 110, alta, após uma semana de conflito, de quase 15%. A alta no petróleo influencia diversos produtos como o gás, gasolina, energia e alimentos, isso mesmo, nos alimentos, pois em nosso país, a maior forma de transporte é através de caminhões, aumentando a gasolina, aumenta o frete, consequentemente, haverá repasse e aumento nos alimentos.
Concluindo, o Brasil deveria ser uma das potências mundiais em diversos setores, mas esta falta de políticas públicas, economia frágil, estrutura organizacional ultrapassada, resulta em diversos pontos negativos e de desvantagem para nossa nação.
Fontes:Valor Econômico e Agência Brasil
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