Líderes
ruins podem influenciar até na vida particular de uma pessoa.
Cuidado, falta de
liderança pode ser prejudicial a saúde.
A
liderança é fundamental para a motivação de qualquer equipe. Uma relação ruim
entre os colaboradores e os chefes pode não apenas tornar o ambiente de
trabalho insustentável, como gerar um efeito cascata sobre outras áreas da vida
das pessoas.
“Uma má
liderança é sinônimo de prejuízo: significa que a equipe não produzirá
tudo o que poderia e não se sentirá parte da empresa. Um chefe ruim cria uma
equipe magoada, fragmentada, propensa ao boicote e ao descomprometimento”,
explica Reinaldo Passadori, presidente do Instituto Passadori – especializado
em educação corporativa.
Para
funcionar, uma empresa precisa de pessoas comprometidas e engajadas com os
processos. Chefes incapazes de motivar a equipe comprometem a dinâmica de
trabalho e prejudicam os negócios. Alguns estudos de universidades
norte-americanas relacionaram a má liderança a prejuízos no ambiente de
trabalho e vida pessoal dos colaboradores.
1) O
ambiente se torna hostil. Uma liderança mal feita é capaz de afetar todo o
espírito da equipe. Um estudo da Universidade da Flórida revelou que comportamentos
de fofoca e sabotagem se tornam comuns até entre os melhores colaboradores se
eles se sentirem maltratados pela chefia.
2) A
imagem externa da empresa fica prejudicada. A má atitude de um chefe não
afeta apenas os colaboradores, mas como a empresa é vista no mercado. Foi
isso o que mostrou uma pesquisa da Universidade do Sul da Califórnia. Ao observar um clima hostil na
empresa, é natural que os clientes façam generalizações negativas em relação ao
ambiente de trabalho. Como consequência, é possível que não se sintam motivados
a fechar contratos com a empresa.
3) A vida
pessoal dos colaboradores é afetada. Ninguém é totalmente capaz de separar o que
acontece no trabalho e em casa. Por isso, uma relação ruim com o chefe pode
impactar na vida familiar. Segundo um estudo da Universidade de Baylor, ter um líder abusivo – que faz
uso de xingamentos, críticas públicas e acessos de raiva, por exemplo – pode
resultar em mais conflitos domésticos para os colaboradores.
4) A
criatividade da equipe cai. Um estudo da Universidade da Florida revelou que as pessoas que atuam em ambientes
estressantes são 30% menos criativas e apresentam ideias 25% a menos do que
as que trabalham em ambientes agradáveis.
Como
mudar esse cenário? Para corrigir esse cenário, é fundamental mudar a cultura da empresa.
Passadori explica que, para isso, é preciso começar do topo: investindo na
formação de bons líderes.
“Um bom
líder precisa ser assertivo. É importante que saiba se comunicar com as
pessoas, entender como cada uma delas é e ser flexível, para aproveitar os
pontos fortes”, explica. Além disso, ele precisa ser respeitoso, ter
consideração e empatia com a equipe e saber controlar o próprio temperamento.
Para os
colaboradores que lidam com uma chefia ruim, o profissional orienta que
procurem o diálogo com a diretoria e outros colaboradores, relatem as falhas
observadas e apresentem alternativas a esses processos. “Já vi muitos casos de
pessoas que não pediram demissão da empresa, mas da chefia. É preciso estar
atento a isso para não perder bons membros na equipe”, defende.
Fontes:

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