Através de 04 capítulos (ou
artigos), falaremos sobre os diferentes tipos de Gestão que existem no serviço
público, na seguinte sequência: a Gestão pelo Terror, Gestão pelo Entusiasmo,
Gestão pela Inoperância e Gestão pela Competência. Na sua repartição, serviço
de saúde, unidade escolar, em qual tipo se enquadra melhor (ou quais)?
Nosso país, pós-eleições
de Outubro/18, viveu um momento, por parte dos brasileiros, ora de dúvida, ora
de confiança, ora de apreensão, ora de esperança. O que será que acontecerá com
nosso país “sob nova direção”? Para muitos, representará a verdadeira mudança,
a volta do sentimento de orgulho da nossa nação, inclusive com muitos bramidos
de ordem como “64 Neles”, em alusão ao Golpe Militar de 1964, mas então
teríamos o retorno da censura? Tanques de guerra invadindo a Praça dos Três
Poderes em Brasília? Isso então representaria, futuramente, uma Gestão pelo
Terror? Não acredito, aliás, isso de jeito nenhum voltará a acontecer, pelo
menos na minha concepção. Mas, o que vem então a ser uma Gestão pelo Terror?
Este
tipo de Gestão pode ser visto e analisado de duas formas. A primeira, de uma
maneira mais velada, mais escusa, como ocorre na maioria das vezes. Para
exemplificarmos de um jeito mais claro, vamos apontar duas gestões, uma em
funcionamento e uma que ainda entrará em funcionamento: a Gestão do Presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump e a Gestão do nosso presidente eleito Jair
Bolsonaro. Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que não sou a favor de
um candidato ou outro, não sou a favor de um governo ou outro, estou apenas
relatando fatos, debatendo sobre Gestão Pública e exemplificando situações e
métodos de gerir uma instituição pública, desde um simples “posto de saúde” até
a gestão de uma nação. Então vamos lá.
Como
(acredito) todos sabem, desde a candidatura de Donald Trump, o forte foi a
força, força esta nas palavras, nas atitudes que viriam a ser realizadas, nas
mudanças, como a construção do muro na divisa com o México, a proibição da
entrada e concessão de vistos para alguns países do Oriente Médio, entre outras
ações. Qual o resultado disso? Escândalos, demissões como o chefe do FBI,
assessores diretos de Trump e agora o mais novo, perjúrio! O terror (escancarado)
surtiu o efeito esperado? Acredito que não, ele já perdeu força no Senado
americano, sua popularidade vem caindo e até algumas promessas de campanha não
foram cumpridas.
Na
campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro, havia algumas promessas, a
princípio, que transmitiam medo, como liberação de armamentos, ampliação de
colégios militares, nomeação de, pelo menos, 05 generais para cargos
ministeriais (o que vem ocorrendo), retirar o Brasil do acordo de Paris sobre o
clima (como fez Donald Trump) entre outros. Independente disso, várias coisas
são factoides para desviar a atenção da maioria da população, mas que acabam
incentivando atitudes mais violentas entre as pessoas.
Haverá
censores e censura? De modo algum, a própria internet dá conta disso, com fake
news, linchamento virtual, entre outras atrocidades. Vigiar se os professores
estão trabalhando ou fazendo algo ilícito? Também não, basta apenas um celular
escondido para, como incentivou a deputada Ana Caroline Campagnolo (que
coincidência, do mesmo partido do presidente eleito...) denunciar professores
sobre questões político-partidárias, ou seja, os papéis se inverterem, agora os
agentes repressores serão os alunos.
Estes
são somente alguns exemplos sobre Gestão Pública pelo Terror, seja velada, seja
aberta, seja dissimulada. Lembrando, não estou defendendo ou acusando “A” ou
“B”, estou apenas exemplificando uma “metodologia” de gestão que, atualmente,
está sendo amplamente aplicada em nosso dia-a-dia e que, tristemente, muitos
estão adotando como ideologia, sem ao menos saber o significado da palavra.
Até
o próximo capítulo!


