quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Custos na Gestão Pública: Um caso de amor e ódio?


Redução de despesas, ponto de equilíbrio, efetivo acompanhamento de gastos enfim, apuração de custos, para alguns a solução, para outros um processo odioso, contudo no serviço público, cada vez mais, é essencial.

Já há alguns anos que se fala no Brasil e no mundo em redução de custos, economia nos gastos, diminuição de despesas, etc., principalmente no setor privado, nos últimos meses então, mais ainda devido a crise econômica que nosso país enfrenta.
No setor público também se fala de redução de gastos e custos, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, entretanto, na prática, isto ocorre realmente?
Parece uma situação de amor e ódio. É totalmente necessário controles mais efetivos, apuração de despesas cada vez mais na microesfera, acompanhamentos periódicos com maior ênfase e detalhe, entre outros. Contudo, a sensação que redução de custos traz (infelizmente) às pessoas, é redução de pessoal, corte de benefícios, somente coisas ruins e contra as pessoas.
Devido a esta cultura sobre a área de Custos e como no serviço público, em sua grande maioria, os funcionários são estatutários (investidos através de concurso público), por isso não se aplica em grande parte dos serviços públicos pelo Brasil uma apuração de Custos?
Na área da Saúde, devido ao programa existente em vários estados das OS’s (Organizações Sociais), existe um acompanhamento mais amplo quanto a custos, até porque é uma exigência destes contratos informar a respectiva secretaria de saúde, suas despesas com algum certo detalhamento, com isso a atividade de Custos é realizada, mas nem sempre com foco em reduções (por incrível que pareça) apenas de demonstrar o que o contrato de gestão e a secretaria de saúde exigem.
Custos é uma das ferramentas de gestão que mais auxiliam um gestor em sua tomada de decisão. Através dos dados gerados pela área de Custos, ele pode enxergar distorções, “ralos” de gastos desnecessários, gargalos em receitas, possíveis projetos e programas a serem desenvolvidos ou melhor aproveitados, auxiliar no Planejamento e Orçamento tanto de uma instituição como da própria esfera governamental.
Na Constituição de 1988, foi introduzido, através do art. 165, mudanças no processo de elaboração do orçamento público no país, aliando o orçamento ao planejamento criando o PPA (Plano Plurianual), a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei Orçamentária Anual). Contudo, através da Lei Complementar nº 101/2000, no período do governo Fernando Henrique Cardoso se deu um passo importantíssimo no sentido de melhor acompanhar despesas e receitas, definir qual montante dos recursos poderão e em que serão aplicados, a projeção das receitas nos anos seguintes (o PPA traça um plano para os próximos três anos), o ponto de equilíbrio do governo, seja em qualquer esfera, pois a LRF, o PPA, a LDO e a LOA devem ser aplicados nas esferas Federal, Estadual e na esfera Municipal em cidades com população acima de 20.000 habitantes, esta Lei Complementar trata da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Como disse anteriormente, foi um grande passo, mas os governos não se ativeram em depurar melhor as informações, em acompanhar seus dados e indicadores e, atualmente, mal estão se preocupando com a própria Lei de Responsabilidade Fiscal. 
O Brasil está perdendo grandes oportunidades de melhorias, de crescimento, de liderança em alguns setores, simplesmente pelo fato de não conhecer, no detalhamento, seus custos e despesas, uma relação que no final, se transforma em amor e ódio e, como diria o ditado: “quando não se aprende pelo amor, se aprende pela dor”. Será que um dia nosso país aprenderá até mesmo por meio da dor? Porque tudo que acontece de errado em nosso país se resulta somente em aumento de impostos, desemprego, juros altos, por que não há planejamento e orçamento corretos? Infelizmente, acredito que ninguém neste país consegue responder a estas questões...
Até a próxima.


Como um chefe ruim pode prejudicar a equipe


Líderes ruins podem influenciar até na vida particular de uma pessoa. 
Cuidado, falta de liderança pode ser prejudicial a saúde.

A liderança é fundamental para a motivação de qualquer equipe. Uma relação ruim entre os colaboradores e os chefes pode não apenas tornar o ambiente de trabalho insustentável, como gerar um efeito cascata sobre outras áreas da vida das pessoas.
“Uma má liderança é sinônimo de prejuízo: significa que a equipe não produzirá tudo o que poderia e não se sentirá parte da empresa. Um chefe ruim cria uma equipe magoada, fragmentada, propensa ao boicote e ao descomprometimento”, explica Reinaldo Passadori, presidente do Instituto Passadori – especializado em educação corporativa.
Para funcionar, uma empresa precisa de pessoas comprometidas e engajadas com os processos. Chefes incapazes de motivar a equipe comprometem a dinâmica de trabalho e prejudicam os negócios. Alguns estudos de universidades norte-americanas relacionaram a má liderança a prejuízos no ambiente de trabalho e vida pessoal dos colaboradores.
1) O ambiente se torna hostil. Uma liderança mal feita é capaz de afetar todo o espírito da equipe. Um estudo da Universidade da Flórida revelou que comportamentos de fofoca e sabotagem se tornam comuns até entre os melhores colaboradores se eles se sentirem maltratados pela chefia.
2) A imagem externa da empresa fica prejudicada. A má atitude de um chefe não afeta apenas os colaboradores, mas como a empresa é vista no mercado. Foi isso o que mostrou uma pesquisa da Universidade do Sul da Califórnia. Ao observar um clima hostil na empresa, é natural que os clientes façam generalizações negativas em relação ao ambiente de trabalho. Como consequência, é possível que não se sintam motivados a fechar contratos com a empresa.
3) A vida pessoal dos colaboradores é afetada. Ninguém é totalmente capaz de separar o que acontece no trabalho e em casa. Por isso, uma relação ruim com o chefe pode impactar na vida familiar. Segundo um estudo da Universidade de Baylor, ter um líder abusivo – que faz uso de xingamentos, críticas públicas e acessos de raiva, por exemplo – pode resultar em mais conflitos domésticos para os colaboradores.
4) A criatividade da equipe cai. Um estudo da Universidade da Florida revelou que as pessoas que atuam em ambientes estressantes são 30% menos criativas e apresentam ideias 25% a menos do que as que trabalham em ambientes agradáveis.
Como mudar esse cenário? Para corrigir esse cenário, é fundamental mudar a cultura da empresa. Passadori explica que, para isso, é preciso começar do topo: investindo na formação de bons líderes.
“Um bom líder precisa ser assertivo. É importante que saiba se comunicar com as pessoas, entender como cada uma delas é e ser flexível, para aproveitar os pontos fortes”, explica. Além disso, ele precisa ser respeitoso, ter consideração e empatia com a equipe e saber controlar o próprio temperamento.
Para os colaboradores que lidam com uma chefia ruim, o profissional orienta que procurem o diálogo com a diretoria e outros colaboradores, relatem as falhas observadas e apresentem alternativas a esses processos. “Já vi muitos casos de pessoas que não pediram demissão da empresa, mas da chefia. É preciso estar atento a isso para não perder bons membros na equipe”, defende.
Fontes:


Recursos e Verbas Públicas, O que Acontece com o Brasil?


Porque nossos gestores públicos “têm tanta dificuldade” em administrá-los? Porque sempre são contingenciadas verbas de áreas prioritárias?

O assunto não poderia, infelizmente, ser outro: o corte monumental nos recursos da educação. Primeiramente, vamos detalhar um pouco mais a questão, tratando através de números, o qual deveria ser como os gestores deveriam tratar o caso. Há pouco mais de um mês, mais especificamente, em 29 de março, o governo federal anunciou que, para cumprir o teto de gastos (Lei de Responsabilidade Fiscal), contingenciaria cerca de R$ 30 bilhões do orçamento, mas conforme decreto nº 9.741, não está especificado de onde derivariam estes recursos.

MINISTÉRIO DAS CIÊNCIAS E TECNOLOGIA

Os cortes iniciaram no Ministério das Ciências e Tecnologia (MCTIC) que “sentiu na carne”, quase 42% de reduções em suas verbas, dos pouco mais de R$ 5 bilhões anuais, houve corte de R$ 2,1 milhões.

ENSINO SUPERIOR E EDUCAÇÃO BÁSICA

Alguns dias após os cortes no MCTIC veio a primeira “facada” (parece um tom de vingança...): o Ensino Superior. O Ministro da Educação Abraham Weintraub, declarou que este corte de R$ 2,2 bilhões nos gastos com Educação Superior era devido aos resultados acadêmicos obtidos abaixo do desempenho espero e pelas Universidades que promovessem “balbúrdia” (como se isso fosse possível de fazer mais que o próprio governo). Algumas Universidades foram citadas como exemplo, Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade de Brasília (UNB), pois foram instituições com ideologias contrárias ao governo federal, mas o corte se estende à todas as Universidades Federais do país. Atualmente, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Brasil ocupa a 24ª posição quando é avaliado o percentual de alunos matriculados no Ensino Superior em relação a grupo da população com idade entre 18 e 24 anos e nosso país investe cerca de U$ 11,6 mil (R$ 36 mil) por aluno, número razoável, se aproximando de países europeus como Portugal e estando a frente da Polônia.

Contudo, logo em seguida, para tentar minimizar a questão, o governo anunciou que esta verba retida do Ensino Superior seria revertida a Educação Básica, mas, qual a surpresa? O governo anunciou retenção de verba também na Educação Básica, R$ 2,4 bilhões, mais ainda do que cortou do Ensino Superior. UMA VERGONHA!!!

A Educação Básica no Brasil tem um dos piores índices do mundo, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o país aplica por aluno cerca de U$ 3,8 mil (R$ 11,7 mil) no primeiro ciclo da Educação Básica, ou seja, até o 5º ano. Nosso país está muito bem no ranking relativo a porcentagem utilizada do PIB (cerca de 6%) utilizado na Educação, de acordo com o Relatório de 2018 da OCDE, o Brasil está em 4º lugar, relatório este que recomenda o redirecionamento de recursos aplicados no Ensino Superior para a Educação Básica. O problema é que, além de não gerenciar e nem aplicar devidamente esses recursos, ainda por cima cerceia parte desta verba.

IDEB

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), conforme dados de 2018, aponta que, apesar de vir em queda desde 2013 em relação a meta atingida, os anos iniciais do Ensino Fundamental nas escolas públicas (as privadas não), cumprem as metas previamente estabelecidas pelo IDEB.

Além de todos estes fatos que mencionamos acima, corte de recursos, desempenho insatisfatório, entre outros, em novembro passado, um instituto, Varkey Foundation, divulgou uma pesquisa realizada em 35 países que constatou que o Brasil é o pior entre eles, que menos valoriza a profissão de professor, ou seja, além de todas as questões já citadas, a percepção do povo brasileiro é que os professores trabalham muito, ganham cada vez menos, tem menos respeito por parte dos alunos, tudo isso num dos piores sistemas educacionais do mundo, a situação só tende a piorar com estes contingenciamentos das verbas da educação.

Provavelmente, nosso presidente e o ministro da educação, devem ter respondido a esta pesquisa relativa ao status do professor...

Até a próxima!

Trabalhar no Setor Público, sua chance de mudar o mundo?


Há quem diga que a chance que uma pessoa tem para mudar o mundo é atuando no setor público, será?


O nosso tema deste artigo é se realmente, atuando no setor público, uma pessoa, um profissional, pode mudar o mundo? Talvez sim...talvez não...
Vamos do básico. O setor público no Brasil, por muitos anos foi objeto de desejo da maior parte da população, (em muitas áreas e atividades ainda é) devido a estabilidade profissional, altos salários em certos tipos de atividades e, infelizmente, em muitos casos, o comodismo, o cabide de emprego.
Entretanto, de alguns anos para cá, as coisas estão mudando, principalmente com a criação de cursos de graduação e pós-graduação específicos para o setor, o que está proporcionando à várias pessoas e profissionais, tanto que já atuam no segmento como quem está fora, a ingressar nestes cursos. Os profissionais que já atuam ou que ingressam nos cursos, geralmente buscam aprimoramento, entender a metodologia e aplicabilidade de recursos, entendimento político partidário, entre outros, mas ainda existe aquele "grupinho" que ingressa com metas definidas como, melhorar sua classificação, sua pontuação e, claro, seus rendimentos. Não condeno profissionais assim, cada pessoa sabe o que é melhor para si, porém, quem está de fora, tem outros objetivos, ampliar seus conhecimentos, entender políticas públicas, os impactos sociais, enfim, mudar o mundo. Contudo, será que é possível?
A área da Gestão Pública, os profissionais que nela atuam, tem por atividade elaborar, avaliar e coordenar políticas públicas, desenvolvendo e melhorando os processos, buscando efetividade e aperfeiçoamento no que tange ao serviço público. Mas nem todos que se formam conseguem atuar diretamente com este tipo de tarefa, às vezes, acabam partindo para outros setores públicos como educação, saúde, assistência social, segurança, entre outros. 
Agora te pergunto, mas quem tem maior chance de mudar o mundo, o profissional que atua especificamente nas diretrizes de políticas públicas, onde estão envolvidos governantes, políticos e seus partidos ou aquele profissional atuante nos ramos citados anteriormente que possuem contato direto com a população, entendem as dificuldades que seus colegas passam no dia a dia, vivenciam a situação? Na minha humilde opinião, claro que são os profissionais da educação, da saúde, assistência social, segurança, transporte, etc., que podem proporcionar, ou pelo menos, iniciar esta mudança, quem melhor do que eles para conhecer a real circunstância a que seus segmentos estão ligados? Quem melhor entende o que é necessário? Quem melhor entende o que fazer no seu segmento, ou seja, "como mudar o mundo"?
Como disse certa vez Nelson Mandela: "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo" ou ainda como Mahatma Gandhi dizia, "Seja a mudança que você quer ver no mundo". Existe um ditado, que acredito que muitos conhecem que diz "uma andorinha só não faz verão", mas pode, pelo menos, começar, incentivar, instigar a mudança. Devemos ter este sentimento de mudança. Entendo que, como citado por Martin Luther King, em seu famoso pronunciamento "I have a dream" (eu tenho um sonho) em 1963 na escadaria do monumento a Lincoln, em Washington DC - USA: "Não podemos caminhar sozinhos", mas alguém tem que dar o primeiro passo, o primeiro passo para a mudança, para fazer a diferença, talvez assim, o mundo inteiro não sei, mas podemos, pelo menos, mudar o mundo que está a nossa volta.
Até a próxima!


Somente dinheiro motiva um Gestor Público?


Não existe outra motivação dentro dos serviços públicos além de dinheiro, altos salários, benefícios?


A gestão pública, ao mesmo tempo em que é um setor profissional da sociedade almejado por muitos, parece que para outros, nem tanto assim, devido a questão financeira. Mas, será se não há atrativos? Será que não há desafios? Como tratei em um outro artigo que escrevi (https://liderancapublica.blogspot.com/2019/10/trabalhar-no-setor-publico-sua-chance.html), não há mais interesse dos profissionais nesta questão?
Vamos exemplificar. O atual prefeito de São Paulo, Sr. Bruno Covas, no mês de fevereiro/19, sancionou (na surdina), uma lei para beneficiar os secretários municipais da cidade, alegando que, para convidar profissionais gabaritados para exercer os respectivos cargos, o salário mensal de cerca de R$ 19.000,00 é pouco atrativo (quase 20 vezes o salário mínimo do país, onde em São Paulo a renda média per capita é de R$ 1.712 e temos, atualmente, conforme estatística do IBGE, quase 13 milhões de desempregados). Entendo que não é um cargo qualquer, muito menos que deva ser exercido por um profissional que não seja da área, mas considerar R$ 19.000,00 insuficientes, já é um pouco demais (desculpem o trocadilho final)! Esta lei permite que cada secretário possa fazer parte do Conselho Administrativo de empresas públicas, o que era vetado anteriormente, podendo este acrescer de JETOM (que é o pagamento realizado tanto na esfera municipal, estadual ou federal, por serviços extraordinários realizados por parlamentares, secretários, ministros entre outros, seja em sessões extraordinárias como em conselhos administrativos de empresas públicas) o valor de R$ 6.000,00 (e R$ 3.000,00 para participação em conselhos fiscais destas empresas). Contudo, há secretários que participam em mais de um conselho administrativo como o secretário de governo Mauro Ricardo, que participa do Conselho Administrativo da SP Urbanismo e do conselho da SP Obras. Não ficou claro na nova lei sancionada se o acúmulo de “conselhos” adiciona mais jetons ao salário dos secretários. Se todos os secretários, são 25 no total, ocuparem um cargo em Conselho Administrativo, isto acarretará, somente de jetons, quase R$ 2 milhões reais/ano aos cofres públicos.
Compreendo, nem relógio trabalha de graça, entretanto, onde está a cidadania destes nossos gestores? Não há nenhuma motivação, objetivo ou simplesmente vontade de melhorar a cidade, fazê-la crescer, se desenvolver? Só o ganho financeiro que importa? Existem tantos outros benefícios como carro, motorista, entre outros e, torno a repetir, R$ 19.000,00 não bastam? A sensação que temos é que nossos gestores não se importam com o município, estado ou mesmo a nação que “ajudam a gerir”, simplesmente o que vale é seu próprio interesse, o seu próprio bolso. Será que estou sendo muito crítico? Ou esta sim é a realidade em que vivemos? Parece que só trocaram os palhaços, pois o circo continua o mesmo...
Até a próxima!

Bibliografia: