Há quem diga que a chance que uma pessoa tem para mudar o
mundo é atuando no setor público, será?
O nosso tema deste artigo é se
realmente, atuando no setor público, uma pessoa, um profissional, pode mudar o
mundo? Talvez sim...talvez não...
Vamos do básico. O setor público no
Brasil, por muitos anos foi objeto de desejo da maior parte da população, (em
muitas áreas e atividades ainda é) devido a estabilidade profissional, altos
salários em certos tipos de atividades e, infelizmente, em muitos casos, o
comodismo, o cabide de emprego.
Entretanto, de alguns anos para cá,
as coisas estão mudando, principalmente com a criação de cursos de graduação e pós-graduação
específicos para o setor, o que está proporcionando à várias pessoas e profissionais,
tanto que já atuam no segmento como quem está fora, a ingressar nestes cursos.
Os profissionais que já atuam ou que ingressam nos cursos, geralmente buscam
aprimoramento, entender a metodologia e aplicabilidade de recursos,
entendimento político partidário, entre outros, mas ainda existe aquele
"grupinho" que ingressa com metas definidas como, melhorar sua
classificação, sua pontuação e, claro, seus rendimentos. Não condeno
profissionais assim, cada pessoa sabe o que é melhor para si, porém, quem está
de fora, tem outros objetivos, ampliar seus conhecimentos, entender políticas
públicas, os impactos sociais, enfim, mudar o mundo. Contudo, será que é
possível?
A área da Gestão Pública, os
profissionais que nela atuam, tem por atividade elaborar, avaliar e coordenar
políticas públicas, desenvolvendo e melhorando os processos, buscando
efetividade e aperfeiçoamento no que tange ao serviço público. Mas nem todos
que se formam conseguem atuar diretamente com este tipo de tarefa, às vezes, acabam
partindo para outros setores públicos como educação, saúde, assistência social,
segurança, entre outros.
Agora te pergunto, mas quem tem
maior chance de mudar o mundo, o profissional que atua especificamente nas
diretrizes de políticas públicas, onde estão envolvidos governantes, políticos
e seus partidos ou aquele profissional atuante nos ramos citados anteriormente
que possuem contato direto com a população, entendem as dificuldades que seus
colegas passam no dia a dia, vivenciam a situação? Na minha humilde opinião,
claro que são os profissionais da educação, da saúde, assistência social,
segurança, transporte, etc., que podem proporcionar, ou pelo menos, iniciar
esta mudança, quem melhor do que eles para conhecer a real circunstância a que
seus segmentos estão ligados? Quem melhor entende o que é necessário? Quem
melhor entende o que fazer no seu segmento, ou seja, "como mudar o
mundo"?
Como disse certa vez Nelson Mandela:
"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o
mundo" ou ainda como Mahatma Gandhi dizia, "Seja a mudança que você
quer ver no mundo". Existe um ditado, que acredito que muitos conhecem que
diz "uma andorinha só não faz verão", mas pode, pelo menos, começar,
incentivar, instigar a mudança. Devemos ter este sentimento de mudança. Entendo
que, como citado por Martin Luther King, em seu famoso pronunciamento "I
have a dream" (eu tenho um sonho) em 1963 na escadaria do
monumento a Lincoln, em Washington DC - USA: "Não podemos caminhar
sozinhos", mas alguém tem que dar o primeiro passo, o primeiro passo para
a mudança, para fazer a diferença, talvez assim, o mundo inteiro não sei, mas
podemos, pelo menos, mudar o mundo que está a nossa volta.
Até a próxima!




